quinta-feira, 21 de junho de 2012

Como é a formação do Cirurgião Plastico?

A maioria desconhece a trajetória necessária para a formação do profissional especialista em Cirurgia Plástica. 
A formação de um cirurgião plastico necessita enorme dedicação e tempo. 
Após os 6 anos da faculdade de medicina, o médico necessita entrar em uma especialização, referida como "Residencia Médica". Primeiro a  residência em CIRURGIA GERAL, que dura 2 anos. Nesta fase aprende procedimentos de várias especialidades cirúrgicas como Cirurgia do Aparelho Digestivo, Urologia, Cirurgia do Trauma, Cirurgia Pediatrica, Neurocirurgia, Cirurgia Vascular e Cirurgia Plastica. Trata-se de uma noção ampla e um menos aprofundada de todas as áreas da cirurgia.  
Terminado esta etapa, já tem em média 5 mil horas de treinamento em cirurgia geral. Após a conclusão da Cirurgia Geral, e após aprovação novo concurso (disputadissimo diga-se de passagem), em hospital credenciado ao Ministerio da Educação e/ou Sociedade Brasileira de Cirurgia Plastica, inicia-se um treinamento focado exclusivamente na Cirurgia Plastica por, no minimo, 3 anos. Consta neste programa todos os tipos de cirurgias plasticas, esteticas e reparadoras (Pacientes queimados, malformações congenitas, reconstrução de mama após tratamento de cancer, tumores malignos de pele e etc). 
Terminado esta maratona, todos são submetidos a um exame pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plastica (SBCP) para obtenção do Titulo de Especialista da referida sociedade. 
São necessários, no minimo, ONZE ANOS para se formar um cirurgiao plastico. Carga horária aproximada de treinamento em cirurgia após a conclusão da faculdade: 11.000 horas. 
O site da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (www.cirurgiaplastica.org.br) disponibiliza para todos a lista de seus médicos credenciados. 





quinta-feira, 7 de junho de 2012

10 passos antes de fazer uma cirurgia plastica.

10 passos para cirurgia plastica segura.

1. Certifique-se que seu medico é Cirurgião Plastico (http://www.cirurgiaplastica.org.br/)

2. Procure consultar outras pacientes que já fizeram cirurgia com este médico.´

3. Escolha o local ideal. Evite procedimentos em consultórios, sem os devidos equipamentos necessários para emergencias. UTI não é obrigatório, mas equipamentos e equipe treinada sim.

4. Evite associar cirurgias de grande porte. As complicações cirurgicas são maiores quanto maior o tempo cirurgico. Evite procedimentos que durem mais de 5 a 6 horas. A equipe não é de ferro e também se cansa. Sua recuperação é mais dificil.

5. Faça o preparo pré operatorio adequado. Se voce tem mais de 40 anos, idealmente visite um cardiologista previamente. (opiniao pessoal do autor. Não é obrigatorio)

6. Respeite as recomendações pre-operatorias. Elas existem por algum motivo.

7. Conheça seu anestesista e discuta as opções para seu caso. Paciente bem informado é paciente mais tranquilo.

8. Desconfie de preços muito abaixo do mercado. Todo procedimento tem seu custo e geralmente não é possivel baixar muito o preço sem comprometer a qualidade.

9. Exija o termo de informaçoes pre cirurgicas por escrito, leia e assine. Assim como o termo de responsabilidade. Esta é uma maneira clara e honesta de prosseguir com a relação.

10. Por fim, siga RIGOROSAMENTE as orientações pos operatorias. De nada adianta uma cirurgia maravilhosa se não for bem cuidada.

Diga NÃO ao alcool líquido em casa

É com grande interesse que acompanho as noticías sobre a liberação ou não do alcool liquido para uso doméstico. Durante a formação como cirurgião plástico, trabalhamos em unidades de tratamento de queimados e percebemos na pele o horror que um acidente com este produto pode causar. Estima-se que 80 a 90% das queimaduras graves em crianças sejam causadas por alcool líquido e, pasmem, dentro de casa. Em 14 de maio de 2011 entrou em vigor uma determinação que obriga os estabelecimentos a alertar na forma de cartazes, sobre os perigos do alcool. Na minha opinião significa “tapar o sol com a peneira”. Peso na consciência por “abrir as pernas” para interesses dos maiores em detrimento da saúde pública. Na época em que foi proibida a comercialização do alcool para uso doméstico houve diminuição de até 60% das internações nas unidades de queimados. E quem se importa? Como neste país o interesse da população e saúde publica vem sempre depois dos interesses dos grandes lobistas, a indústria do alcool conseguiu na justiça o direito de vende-lo nos mercados. Adivinhem? Os acidentes aumentaram novamente. As crianças são os mais afetados com o problema. Hoje, com pais trabalhando fora a maior parte do tempo, imaginem o que pode acontecer. São inúmeras crianças frequentando os ambulatórios do SUS aguardando cirurgias plásticas reparadoras que, na maioria das vezes, apenas alivia o problema. São crianças marcadas externa e internamente por cicatrizes que jamais desaparecerão. Crianças que não sorriem. Os pais carregam durante toda a vida o peso da culpa. Somando-se a isso, vem a pergunta: Alcool líquido para quê? Acender churrasqueira? Limpeza da casa? Existem dezenas de produtos mais seguros e mais eficazes para isto. Como médico, como cidadão e, principalmente, como pai, eu recomendo: Não faça parte da estatística e não permita que sua família seja exposta a riscos desnecessários.